quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Corazón Coraza

Acontecerá no dia  20 de novembro às 19h a abertura da exposição de poemas ilustrados de Karen Raquel Tanski Paraná no Atelier do Bonde - Av. Otto Niemeyer, 1173. Os poemas foram ilustrados pelo grupo de ilustradores e estudantes de Designer do Uniritter e organizados pela fotógrafa e ilustradora Luísa Hervé. 
O texto de apresentação é do autor e jornalista Sergio Becker.



      A língua espanhola me soa dulce e sonora, mas também permite sentir a dor de uma violência e o ardor e o arrebatamento de uma paixão. Mas, como toda língua, o espanhol se constitui num instrumento, numa ferramenta. E a professora Karen Raquel Tanski Paraná é uma eficientíssima construtora de poesia com o espanhol en sus manos.
     Impossível ficar indiferente e não se emocionar com sua poesia suave e vigorosa. Salientaria algumas expressões:
       “y las manos intrusas invaden puertas y ventanas” registrada num cenário de encontros e desencontros noturnos, num poema que deixa transpirar sensualidade elevada.    
      “calentarte en mi pecho, adormecer en mis brazos, deleitarse de mis dulces besos y tiernos cariños.” Que entrega, que ternura, que carinho e que determinação de amar...
      “Me siento morir un poco más a cada día”. Aqui, a professora-poeta torna-se definitiva em seu desalento. Maravilhosamente definitiva.
     Ou como ignorar e esquecer um parágrafo como este?
     “Qué extraordinario sería si existiera el don de elegir. Así, quién sabe, uno no sentiría tanto dolor al darse cuenta de que nada se puede hacer para que el tiempo impiadoso pare de seguir, para que las hojas dejen de caer, para que los recuerdos y los sueños no se desvanezcan a cada segundo que pase.”
     Tudo é tão lindo, forte e arrebatador, que mais do que encantar com sua poesia, a professora Karen Raquel envolve o leitor de tal forma, que todo aquele que tenha sentimento há de se sentir cúmplice dela em todas as suas paixões.  Este é o caminho, Karen Raquel, continue poetando porque estamos ávidos de beleza, sonoridade, paixão e cumplicidade.

                                                                                          Sérgio Becker
                                                                                            Março 2010

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