sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cinema Mudo no Bonde

Rogério Hoch, ator de teatro e TV, escritor, músico e narrador de histórias infantis, montou em parceria com o Atelier do Bonde um projeto cultural de grandes proporções.

A proposta cultural iniciou em agosto de 2009 com um espetáculo de mágicas dentro de um bonde, no qual o ator encena o mágico Hablich, transformando o interior do bonde em um palco de teatro, levando a platéia toda a participar, sempre com muita descontração e alegria.

Dentro da programação cultural do bonde, está a criação de programas interativos e pedagógicos para o público infantil, shows de música, oficinas teatrais para adultos e crianças e a amostra de Cinema Mudo no Bonde, que trará o ator Rogério Hoch na pele de personagens clássicos do cinema, como o memorável Charles Chaplin.


Curriculo de Rogerio Hock

Ator, escritor e produtor teatral há mais de 20 anos, atuou em mais de 30 espetáculos dedicando-se principalmente ao público infantil. Em 1996, ganhou o prêmio Tibicuera de melhor ator coadjuvante com o espetáculo “O Fantasminha da Ópera”. Atuou na série “A Escola Mágica” da TVE ao lado de Carmen Silva e Zé Vitor Castiel e em vários “Histórias Curtas” produzidos pela RBS. No início de 2007, lançou o CD “Soninho, histórias para dormir e sonhar” em parceria com a atriz e psicopedagoga Márcia do Canto e participou do vídeo educativo “Cantando o BÊ-A-BÁ”. Lançou dois livros infantis “Malvadão, o Grande da Escola” e o “Grande Hablich”.

Rogério Hoch também deu aulas de teatro para crianças e adolescentes e ministrou oficinas teatrais para funcionários no Hospital Mãe de Deus e no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Está no elenco do filme “A Casa Verde”, primeiro longa metragem infantil realizado no estado, dirigido por Paulo Nascimento, que estréia em 2009 nos cinemas nacionais.

Atualmente participa do quadro “Tempo Bom com Paulo Borges” no programa “Pampa meio-dia” e do programa de variedades “Studio Pampa” da Rede Pampa. Realiza a palestra “Com Humor é Melhor” no CIEE. Segue apresentando seus espetáculos em escolas e ministrando oficinas. Rogério é também contador de histórias, com os projetos "A Ovelhinha Perdida", Lendas do Sul" e "Sítio do Picapau-amarelo". Trabalha ainda como animador de festas infantis e demais eventos, encenando variadas performances teatrais.


Confira mais informações no blog do ator:
http://www.rogeriohoch.blogspot.com/

terça-feira, 18 de maio de 2010

Artistas Circenses no Atelier do Bonde

Artistas circences do grupo Garganimações reuniram-se no Atelier do Bonde com a artista de teatro e trapezista Mima Ponsi, recentemente voltando de Paris, após sete anos e um mestrado sobre "Modos da Construção de Dramaturgia no Circo Contemporâneo". O grupo pretende montar parceria com artistas locais para a ocupação de espaços públicos e difusão da arte circense por meio de oficinas e apresentações de circo. O encontro rendeu cenas improvisadas com performances circenses durante a noite de terça-feira.

Para conhecer o trabalho do grupo, entre no site http://www.garganimacoes.com.br/ ou mande um e-mail para garganimações@hotmail.com.


Oficina de Desenho no Atelier do Bonde

Na tarde de sábado, reuniu-se um grupo de ilustradores no Atelier do Bonde para ilustrar os poemas em espanhol da professora de Letras Karen Paraná. Durante os meses de maio e junho, o grupo estará no atelier para ilustrar uma média de 30 poemas da autora a serem expostos no bonde no dia 10 de julho de 2010, quando ocorrerá uma vernissage com uma pequena mostra de poemas e desenhos. O grupo está aberto para outros ilustradores que desejam ingressar nos trabalhos em qualquer tempo.

LA BÚSQUEDA...

"Al racimo de uva le vamos quitando uva a uva hasta que se encuentre la más dulce y sustanciosa…”


(por Karen Raquel)

 

Brasil Rural Contemporâneo 2010

A Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária  aconteceu no Cais do Porto em Porto Alegre, durante quatro dias de exposição, comercialização e uma vasta programação cultural. Contando com 350 empreendimentos de todo o país e 200 toneladas de produtos agrícolas de pequenos e médios produtores rurais, além de um rico artesanato típico, o evento reuniu a população da cidade, às margens do Guaíba, para degustar a produção familiar e apreciar a cultura regional brasileira.

O evento é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pretende demonstrar a força da agricultura familiar como medida para o desenvolvimento produtivo, sustentável, criativo e multicultural do país, melhorando a qualidade de vida no campo e na cidade. Com a criação do Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade, o MDA pretende garantir a inclusão produtiva dos povos tradicionais, reunindo agricultores familiares, artesãos, pescadores, quilombolas, indígenas e assentados por meio da promoção de tecnologias sustentáveis que valorizem o sistema social, os recursos naturais, bem como as práticas e saberes tradicionais de cada povo, como forma de garantir o manejo e a preservação da biodiversidade dos agroecossistemas.

A equipe de artistas do Atelier do Bonde não poderia deixar de apreciar um evento nessas proporções, capaz de introduzir no cotidiano da população portoalegrense a necessidade de um consumo consciente, livre de agrotóxicos, hormônios, antibióticos e tantos outros aditivos industrializados prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. Além disso, os artistas aprenderam que, ao consumir produtos ecológicos ou orgânicos dos agricultores familiares, estamos ajudando a conservar as fontes de água, usando controle biológico e natural em vez de agrotóxicos, diversificando os cultivos, poupando a terra e melhorando sua fertilidade com adubos orgânicos, fazendo os animais crescerem livres e com saúde e entrando em harmonia com a paisagem, conservando os recursos naturais para o futuro.


O uso desses produtos é um incentivo ao pequeno produtor rural, que, ao promover uma agricultura naturalmente ecológica e obter daí sua subsistência e da sua família, ajuda a conservar o ambiente, as águas e o solo, mantendo a mata nativa. Ao preservar a diversidade das espécies regionais de forma ecológica, o produtor familiar conserva também a cultura local, permanecendo no campo e não sendo forçado a migrar para a cidade em busca de oportunidades de trabalho. Dessa forma, optando pelo consumo consciente, a sociedade se beneficia e o país economiza recursos, gerando uma maior produção natural com uma menor degradação e, conseqüentemente, resultando uma maior qualidade de vida para todos.